quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Angustia e Libertação


Angustia e Libertação

        “O mais urgente não me parece tanto defender
uma cultura cuja a existência nunca salvou qualquer
ser humano de ter fome e da preocupação de viver melhor,
Mas extrair, daquilo que se chama cultura,
 ideias cuja força viva é idêntica à da fome. ”
Antonin Artaud

                      Seguir a lógica infame onde a arte que devamos fazer seja do tamanho da pobreza econômica do nosso Estado de nascimento, o Piauí, nunca nos pareceu uma proposta aceitável. Sempre houve um esforço da nossa parte na realização de uma proposta artística que fosse equivalente a opressão que formata esse lugar.
                       A principal responsabilidade daqueles que se fizeram artistas é declarar, da forma mais contundente possível, através do seu trabalho, para aquilo que chamam de sociedade, sua lancinante indignação contra quaisquer ações que coloquem homens e mulheres nas sombras da indigência humana. Inclusive, visões que subjugam os próprios artistas a condição de meros sobreviventes.
                      Nas lagoas institucionais, os proprietários dos parcos recursos destinados a essa área do desenvolvimento humano, fornecem aos fazedores de cultura, a ração necessária a uma vida na arte, até o dia em que o próprio artista vire a comida.
                     Dessa forma, alguns de nós, os que possuem um sopro de sensibilidade ainda adentrando nos pulmões artísticos, revela-se a realidade: vivemos em um permanente estado de angústia, e a angústia confunde-se com o desejo de ser livre, a bruta vontade de pegar as estradas do vento. Infelizmente, esse sentimento não reside na maioria dos seres que vivem no universo da criação estética.
                      Os comensais necessitam de carne e vinho. Carne e vinho custam caro. O banquete deve ser servido para poucos. Os realizadores da cultura nutrem-se dos sobejos. Os comensais necessitam da pratica artística que justifique a impressão civilizatória. Quais os artistas desconhecem essa equação? Como pensam e agem aqueles que aprenderam e gostam de sobejar? O monstro da arte possui muita cabeças, porém, a turba cada dia mais míope, só percebe a face mais hipócrita ou mais incipiente da cultura.
                      Fazemos teatro, isso pode parecer simples, engraçado, estúpido ou até um ato de profunda irresponsabilidade, neste ambiente, onde mulheres são mortas por serem mulheres, e os homens que comentem essas atrocidades, se forem comensais do banquete do mal, jamais verão a justiça na Terra, a Justiça que faz as seguintes perguntas cinicamente: mulher ou homem? Preto ou branco? Vila ou condomínio? Artista ou político? Gay ou pai de família? Qual o credo que professas? Creio que isso justifica o fazer teatral dos pássaros, peixes e até mesmo das víboras, pois mesmo egoisticamente elas, sem querer, colaboram. Pareceu-nos coerente fazer da Cena uma forma de transmutar nosso asco por esses infelizes que representam esse estado de coisas, na vontade de aprendermos o humano de uma outra forma que não fosse essa distorção.
                     Nunca haverá arrependimento para aqueles que estão no meio dos palcos do mundo gritando ou sussurrando profecias e impropérios aos ouvidos moucos dos cidadãos da pólis. Agradecemos nossa “ração de pânico” e as mirradas politicas culturais, porque somos gratos a quem nos apoia, independentemente de suas motivações, no entanto, não existe nenhuma adesão irrefletida nessa gratidão, sabemos engolir alegremente os restos, isso faz parte do ritual do banquete, contudo, o relógio da bomba não para de girar, nossa arte é flor e vírus.
                    A angústia, semente da libertação, deverá conduzir-nos nos caminhos de vento, não perdemos a capacidade de amar. A direção será um mergulho tão forte na ventania, até o total apaziguamento.

Adriano Abreu
Diretor do Coletivo Piauhy Estúdio das Artes
Em homenagem ao Dia Nacional da Cultura

05/11/2017

Sobre Tristeza, Rigor e a Vontade de Voar



Sobre Tristeza, Rigor e a Vontade de Voar


“O ser humano é semelhante a um anjo que, ao cair, perdeu uma asa.
Com uma asa só, não consegue mais voar.

O que faz então?”

Abraça-se ao outro anjo que também caiu e perdeu uma asa.

Assim, um completa o outro.

Abraçados, têm novamente duas asas,

Superam a crise, erguem vôo e conseguem voar;

Se não fossem solidários e não se abraçassem, estariam perdidos. ”

Leonardo Boff


           A tristeza do anjo é não poder voar. Assim mesmo ele continua anjo.

        A linha entre o solo e as alturas não está limitada a ausência de asas. O que limita o vou é a tristeza, e a tristeza é sempre displicente. Como encontrar asas perdidas cultuando tristezas que furtam qualquer possibilidade de voar?

          Talvez fosse a estação da seca, não estou bem certo, pois esses fatos ocorreram há muitos verões, a única coisa certa, é que armamos o circo no Distrito Federal. Quando a cortina se abriu não houveram tristezas, apesar dos dois únicos espectadores que vieram ver o nosso espetáculo. Continuávamos a voar, meio atormentados, é impossível negar, porém, haviam asas e fazia muito sentido planar sobre a multidão de cadeiras vazias.

             No outro dia, ao chegarmos para apresentarmos nossa peça, havia um cartaz pregado na bilheteria cancelando nosso planejado voo. Convencemos, com enorme dificuldade, o segurança a liberar nosso acesso, atabalhoadamente entramos pela última vez no Teatro Dulcina de Moraes para apanharmos as nossas tralhas, as mesmas que eram destruídas pelos técnicos da casa ao retirarem nosso cenário daquele palco tão importante para história da cena nacional. O que sentíamos não era desalento, era uma revolta contida, adornada com misto de pavor e coragem.

         Naqueles dias insólitos, muitas coisas aconteceram, algumas a lembrança teima em relatar:

              Um dos atores com o dedo do meio em riste, em um magnífico gesto obsceno, saúda a estátua da justiça que reside defronte ao Supremo Tribunal Federal. Foi nesse dia, algumas horas antes, que o motorista do coletivo que pegamos para ver as maravilhas arquitetônicas da cidade vociferou quando descíamos do ônibus: “Não sei porque esses nordestinos imundos insistem em vir para Brasília passar fome. ”  Um dos atores da troupe replicou: “Pior é a tua situação que terá que carregar nordestinos até teus últimos dias. ” Os passageiros que assistiam tudo até então calados, aplaudiram, foi um memorável espetáculo.  Mais tarde, na torre de TV projetada por Lucio Costa, ouvimos um rapaz que nos foi apresentado dizer coisa similar evidentemente de uma forma mais educada, ao que respondemos que não fazíamos nenhuma questão de vivermos naquele lugar, as asas estavam firmes, contudo, já não haviam voos.

          Artistas de teatro são seres alados, jamais devem rastejar nos lajeiros da ignorância. O rigor nos concede a propulsão para decolagem e, como era rigoroso nosso diretor, tanto na cena como no ethos, eu era ainda mais ingênuo em 1994, não conseguia entender a sensível rudeza daquele homem. Impossível dimensionar a explosão de fúria do nosso metteurs en scène quando uma atriz do grupo, comprou um frango assado escondido e foi come-lo sozinha, trancada em um quarto. Aquilo que ele falou para ela, na maior altitude da ira naquela ocasião, foi a maior lição de trabalho em equipe, já transmitida a minha pessoa, em todos esses anos de arte. No entanto, naquele instante, só consegui achar engraçado o choro contido e patético da jovem atriz. A crueldade, no mais amplo sentido do termo, sempre fez e fará parte do universo teatral, o amor e a paixão extremada também.

                 Na manhã do último dia, vimos um espetáculo em um jardim, embaixo do bloco de apartamentos da Asa Norte, exatamente no lugar onde estávamos arranchados. A peça era uma adaptação do clássico Romeu e Julieta, feita exclusivamente para apresentações na rua, os atuantes eram muito jovens, alguns ainda na adolescência, esses garotos e garotas eram capitaneados por um diretor de idade avançada de índole bastante jovial. Aqueles artistas eram impulsionados de um rigor estético impressionante e, a pequena burguesia, desceu da tranquilidade monótona dos seus apartamentos naquele domingo, entrou no jogo e voou com a acrobática apresentação que relembrava a história de amor trágico mais conhecida do mundo. Não sei bem o que se passou na cabeça dos meus companheiros de trabalho, mas pensei que como seria bom se aquelas pessoas que aplaudiam felizes tivessem ido nos ver, evitando o nosso retumbante fracasso. Nossas asas começavam a desaparecer. O mal paira até nos momentos mais belos e a alegria nunca foi unanimidade em nenhum lugar ou momento.

               Anoiteceu e queríamos rasgar os ares do Planalto Central, o cenário será o vão da Esplanada dos Ministérios no conjunto arquitetônico criado por Oscar Niemeyer para abrigar o centro das decisões políticas da República.  O pano de fundo era um show de Axé Music ofertado a população do DF, milhares de pessoas se acotovelavam no gramado ressecado para ver e aplaudir as grandes estrelas da música baiana, naquele evento de dimensões épicas presenciamos o linchamento de um rapaz, ele era negro e muito jovem, aparentava ser de origem humilde, seus algozes traziam as mesmas características, a plateia, bem distinta do espetáculo do dia, também não podia intervir no drama que se desenrolava, a Capital Federal apresentava sua face mais brutal, o único sentimento que brotou foi a vontade de não estar mais lá.

                Meses depois o grupo foi desfeito, nossa ida para Brasília teve alguma coisa a ver com o acontecido? Creio que não.  Num dia comum de ensaio o ator mais experiente da equipe disse que ia viajar, o diretor não gostou, os dois trocaram palavras frias e duras, uma semana depois nosso líder disse que iria embora para França, apresentamos mais uma curta temporada daquele espetáculo onde os personagens se confundiram com a vida real.

              Restaram apenas as memórias, onde apoiado numa certa retidão, reconstruí delicadamente essas asas e, voei para um tempo, onde apesar de tudo, vivemos uma absurda sensação de completude.



Adriano Abreu

Diretor Teatral

              15 de novembro de 2017 / Fim da Estação Seca          

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Dança Para Uma Atriz



Dança Para Uma Atriz


“..., mas as casas não são importantes.  
As histórias que habitamos é que importam. ”
  Carta de Eugenio Barba a Jerzy Grotowski em 1°de junho de 1991


                  Pois não quero falar da atriz, tão pouco de teatro, os quereres são inúteis por vezes, gostaria de contar fragmentos do visto e vivido. Todavia, não se enganem, não é um escrito sobre palavras, as palavras perdem o sentido quando vislumbramos o mar abaixo de nós, um céu com poucas nuvens e pequenas porções de terra no meio do Oceano Atlântico.
                  Quero assobiar a cantiga para a atriz que dança, não como um ballet convencional, mas como um veleiro recortando as ondas do tempo iônico, ou uma andorinha costurando os hemisférios. O barco e as aves cheios das lutas do mundo. Assobio a canção!
                   Recolho nas prateleiras do Teatro em Estado de Magia, ações repletas da sua persona, pequenas notas dissonantes, vibrações na história onde moras, ingredientes nas porções de cura e veneno, forjando uma coreografia, dessa forma, percorro tempos e espaços onde estivemos.
                   A praça era pouco iluminada e a apresentação prejudicada pelo estupor da falta de ritmo, a plateia pouco exigente, deleitava-se com o seu peixinho, não vi nada capaz de cegar minha vaidade, sou um diretor de teatro, diretores podem ser comandados pela violência do pedantismo, ou pela paz do reconhecimento da exiguidade de todos nós, naquele instante, meu pedantismo venceu. Uma casa teatral pode ser construída com muitos tipos de tijolos, porém, só ficará de pé, se for cimentada com alguma pericia, era isso que senti falta em ti, pericia. Num determinado momento, o seu sorriso ofegante na pele de uma Nossa Senhora, bela e sofrida, na última cena do auto, mostrou-me os passos da atriz que já dançava, os tijolos precisavam do cimento.
                Ser clown era sua primordial meta. Clowns são criaturas humanas que fazem opção por habitarem em universos paralelos dessa realidade estúpida, um verdadeiro palhaço assume uma condição análoga a própria existência, era esse teu desejo, creio que seja essa sua verdadeira essência e, como sempre, foste a primeira palhaça a assumir essa condição no estado mais pobre da nação, contudo, sua inquietação é maior que qualquer cárcere, convenceu-se então: “Quero ser Medéia! ”




                As escadas eram escuras, frias e fantasmas de atrizes imemoriais circulavam por elas diuturnamente, mulheres que um dia bailaram.  Foi difícil para você escalar aquelas escadas, era sexta-feira e a sua fotografia acordou estampada em um dos mais importantes jornais do país, todavia, a estreia no dia anterior tinha sido abocanhada pela tensão, que se não controlada, engole a arte e o artífice. Esse monstro irá persegui-la por muitas eras, no entanto, naquele dia, subiste muito mais que escadas, os fantasmas urdiram a apresentação em colaboração amorosa, os técnicos do teatro sorriram satisfeitos, a plateia dançou junto e, seu espirito caminhou, de mãos dadas com grandes atrizes pela Avenida Rio Branco, sem se importar com o horror dependurado nas janelas dos edifícios, a tragédia e a comédia, guardiões no telhado do Municipal, nos causaram vertigens, depois foste embora de metrô, sem festas, autógrafos ou rosas vermelhas.
               Asas de borboletas, fustigamento, beber lágrimas, luzes azuis rompendo as costas, joelhos esfolados, uma infinidade de nãos, evitar despedaçar objetos ou chutar portas, a ira machuca o amor, ler cenicamente ou não, aceitar a limitação do outro e, suas próprias limitações, sem se macular, prazer, proteção, pavor e busca da liberdade. Qualquer um que vive como quem dança, descobre o divino na arte, reconhece a necessidade de rituais, a incorporação de sacrifícios no seu processo formativo, a complexidade do treinamento da atriz, de qualquer atriz, extrapola a sala de ensaios ou os palcos, na verdade atuadores não estudam para representar, vivem para aprenderem quem são, alguns, em raros momentos, fazem Deus falar pelas suas bocas e corpos, tornando-se santos seculares, outros, iludidos pelos esgotos de uma arte que prega a miséria, viram excrementos teatrais e humanos. A sua formação minha peregrina atriz, sempre será, revelação.

                A atriz é Lume na noite, ou um ser alado a dourar o dia com seus raios. O Farol observa a boneca que oferece luz curando. O povo simples da periferia da cidade, confessa pecados ao Anjo Barroco, o sofrimento do mundo não passa desapercebido nos que contemplam em silencio. Imobilidade em movimento, ensinam os mestres que é a mais poderosa e humilde das danças.




               Quando o ser possui uma oportunidade de mostrar qual sua profunda verdade, dimensionar para o mundo sua real potência, deve procurar não falhar, se falhar não deve sofrer e se sofrer não morrer, haverá sempre uma próxima vez, nas serras ou nas ilhas distantes, a mulher-atriz deve continuar a respirar para sempre, as vezes o peso da responsabilidade torna o sonho difícil, a vaidade dorme na mesma cama do medo da reprovação, quem assume a dança-vida-na-arte, tem obrigação, necessita acima de tudo, possuir coragem e equidade.
              Outra vez foste pioneira, agora na Hora do Ângelus, quando as janelas centenárias se abriram pela primeira vez, para que um artista exercesse um ato cênico desse local, uma atriz do povo, você, nascida e criada no morro, filha de empregada doméstica, versejava Drummond para os transeuntes da Praça do Imperador, foi contemplada pelos moradores de rua e pela alta intelligentsia da província, que ao escuta-la, não conseguiu se livrar do nó na garganta.
            Este escrito é um reconhecimento ao seu valor, mas também, bussola e freio às atrizes que aportam nessa dança-da-vida-teatro, pois se a morte nos abraçar e nos afastarmos dessa convivência, por qualquer motivo alheio as poéticas, o primeiro movimento desse solo já estará construído.
            Como se modela uma serva e rainha da arte? As fórmulas são inexistentes, contudo, os princípios as guiarão. Existe um humilde legado as jovens atrizes da nossa tribo, compartilho conforme você me mostrou: sejam capazes de influenciarem e reinventarem o carnaval, construam pontes e atravessem pântanos de desequilíbrio e sofrimento, não sejam sepultadas em vida pela pobreza, condição familiar, pelos homens, saibam com quantas fortalezas a palavra opção é construída e amem o teatro como a vida deverá ama-las. A suas aulas, lições de carinho e pânico, sua história-dança começa a virar caminho.
           Na capela da antiga fazenda de escravos você chorou tranquila e dolorosamente, insondável aquele momento, os mistérios precisam permanecer, assim como esse pas de deux que construí para nós, como se constrói um poema? E uma oração? Movimento! 

Para atriz Silmara Silva
Adriano Abreu, Diretor do Coletivo Piauhy estúdio das Artes
Teresina, 2017

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O “De Última Pocket Show” é Uma Festa!



O “De Última Pocket Show” é Uma Festa!

“Estou convencido que o ator no palco deve
se esforçar na busca da felicidade e do prazer.”
Jurij Alschitz

          Aqueles que assistiram, e até quem ainda não viu, têm falado muitas coisas sobre o nosso Projeto: “Músicas de Primeira Para Interpretes De Última”, para os iniciados, como costumamos brincar, e se popularizou, “De Última Pocket Show”. Algumas dessas pessoas nos perguntam quais os objetivos dessa iniciativa, se vamos continuar e até sugerem repertório, muitos vibram e curtem muito o “ nosso Pocket”, outros, ficam entre o estranhamento e até a indignação (risos).
         O Coletivo Piauhy Estúdio das Artes, ainda bem, provoca, muitas vezes sem querer, esse frisson na cena cultural piauiense, isso é maravilhoso, nesse cenário artístico local que sobrevive em meio a tanta indiferença.
          Apesar de considerarmos que esse novo e, se o cosmos permitir, permanente produto artístico falar por si, cabe esclarecermos alguns equívocos disseminados por um ou outro desavisado sobre nosso humilde projeto:
1º O “De Última Pocket Show” é um espetáculo, porém, não é um espetáculo de teatro na exata acepção do termo, apesar, de utilizar elementos cênicos.
2º O “De Última Pocket Show” não é uma banda, mas é acompanhado por uma magnífica banda composta de excelentes músicos.
3º O “De Última Pocket Show” não é um musical, apesar de possuir uma temática e uma lógica na escolha das canções, obviamente, referente ao tema escolhido. Na "Edição Número Um", apresentada diversas vezes em Teresina e no interior do Estado, o tema escolhido foi: “O Banquete do Nascimento de Eros e Afrodite”.
4º O “De Última Pocket Show” não defende um determinado estilo ou ritmo musical predominante, o nosso espetáculo é completamente diverso, democrático e jamais preconceituoso. Aliás, aceitamos sugestões de canções, nossa próxima edição será um espetáculo performativo-musical-carnavalesco: “De Última Pocket Show 1000 Volts inaugurando o Bloco Filhos de Baco) ”. Esta edição acontecerá dia 27/02/2017, segunda-feira de carnaval, no Complexo Teatro 4 de Setembro, Praça Pedro II.  
4º Os interpretes do “De Última” são atores e atrizes, não cantores profissionais, nem intencionam ser, interpretam as canções, como atuantes que são. Portanto, as performances dos cantantes e cantrizes são a alma do negócio.
5º O único e exclusivo objetivo desse “acontecimento cênico musical” é que os “brincantes” presentes ao evento, divirtam-se, porque na verdade, eles também são interpretes De Última, então é essencial para nós que a plateia cante, dance e, de preferência, dê vexame.
          Resumindo, o “De Última Pocket Show” é a forma que encontramos de celebrarmos a música, dança e o teatro. Trocando em miúdos este nosso trabalho é uma grande e dionisíaca FESTA. Compreendemos que nesses tempos de batalhas colossais, necessitamos, mais que tudo, de antídotos recheados da mais pura e cristalina alegria.

Adriano Abreu
Diretor do Coletivo Piauhy Estúdio das Artes
e interprete De Última

Dedico este escrito para Bety, Tercia, Rubens, Andréia, Alexandre, Vitorino, Marks, Tay, Galvão e Hil, Roberth, Marlane, Jack, Fabio, Igor, Dona Wania, Marcelo, João, Lourdes e a todos os legítimos interpretes De Última da Nação Piauhy...