O Coletivo Piauhy Estúdio das Artes, Teresina-PI, pesquisa e desenvolve atividades em artes cênicas com foco principal na formação integral do atuante e suas interfaces com a arte do espetáculo.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Pausa para poesia: Quintana.
Canção do Amor Imprevisto (Mário Quintana)
Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...
E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
nada, numa alegria atônita…
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.
Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...
E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
nada, numa alegria atônita…
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.
Não quero estar irritado com determinada situação mas estou. Quero amar uma pessoa mas não posso amá-la, me apaixono por uma pessoa contra a minha vontade, procuro a alegria e não acho, estou triste, não quero estar triste, mas estou. O que quer dizer tudo isso? Que as emoções são independentes da nossa vontade
Jerzy Grotowski
Grotowski é um cidadão da Polônia, que foi arrasada e dizimada pela invasão nazista e pelos campos de concentração concomitantes. Nascido em 1933, ele é testemunha e herdeiro, assim como a maioria de seus atores, da devastação de seu país. A marca daquela carnificina está no trabalho deles. É um monumento abstrato às conseqüências espirituais daquele evento horrendo.E é por isso que a maioria das produções feitas à la Grotowski são necessariamente em sua maioria fraudulentas. Seu teatro tem suas raízes arraigadas em uma experiência local especifica. É orgânico com uma tradição vivida, que foi estilhaçada e difamada por uma iniqüidade inimaginável e vergonha sem limite. Onde falta a uma arte os alicerces das realidades correspondentes, ela é ornamento, entretenimento, ou mais fingimento. (CLURMAN, 1997: 164)
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Série Estudos: Teatro em Estado de Magia ( uma introdução)
Teatro em Estado de Magia
(Uma perspectiva para o trabalho cênico no Piauí)
“A magia é a aplicação da vontade humana,
dinamizada, a evolução rápida das forças da natureza”
“Tratado Elementar de Magia Prática”
GÉRARD ANACLET VINCENT ENCAUSSE (PAPUS)
No trabalho do ator do Piahuy: Estúdio das Artes
imaginação e técnica atuam como trampolim para o estado
criativo(corpo, mente e espírito vivos que não mentem em situação de
representação). Os sentidos devem estar voltados aos objetivos a serem
alcançados. Esses objetivos, quase sempre, visam imprimir nuances de
energia que atuam sob e sobre o espectador. Essa energia é vibracional.
Presenças vibracionais(ou vibráteis) são conseguidas de várias
formas: sinestésica, intelectual e emocionalmente. Vibrações acontecem
quando forças conflitantes atuam no ator e ele permite-se conviver e
transfigurar-se nelas(ator-doamento).
O intérprete, obviamente, precisa corporificar os valores,
conceitos e conteúdos que preconiza deve estar "cheio" deles. Por fim a
energia é potencializada através da vontade dinamizada do ator(impulso
irrefreável para ação), dilatando-se no espaço e no tempo dramático,
instaurando uma situação que convencionei chamar de “Teatro em Estado de Magia”.
“Teatro em Estado de Magia”
remete a um modelo de trabalho de atuação, mas também, a uma visão de
construção do espetáculo cênico que busca equilíbrio entre os aspectos:
estéticos(realistas) e míticos(não-realistas), objetivos(evocam nos
espectadores as mesmas sensações e emoções) e subjetivos(evocam
diferentes emoções e sensações nos espectadores),
concatenados(desenvolvimento de ações no tempo ou alternância de ações) e
simultâneos(presença simultânea de ações), conteudísticos e formais.
Colocando o espectador como partícipe do processo teatral na medida em
que o reconhece como ser sócio-cultural que busca fruição através do ato
artístico no intuito de evoluir cultural, valorativa, emocional e
espiritualmente.
Adriano Abreu
Diretor Teatral
Presidente do Piahuy: Estúdio das Artes.
sábado, 13 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)



